21/02/2008

Fico contigo até a música acabar...

E nem mais um minuto,

porque o tempo é curto e o relógio continua a cobrar-me os segundos, os minutos, as horas e os dias em que fico à tua espera.

Lembro-me da minha infância, de ser miúda e pedir ao meu pai para ficar mais um minuto e me contar a história do vento Norte e do pescador.


De esperar que o dia acabasse e não me importar de adormecer.


Ele podia não estar de manhã, mas eu acreditava na história e sabia que quando esta acabasse havia sempre mais uma para contar, e outra, e mais outra.


Contigo perdi o Norte, esqueci-me do pescador, deixei de ver os segundos, os minutos, as horas e os dias passar.


Hoje e sempre só fico com alguém até a música acabar...já não acredito em contos de fadas...
nem mais um minuto!
Rata Cheirosa Gucci

01/02/2008

Palavras de outra que podem ser de qualquer uma

KATE NASH, canta The Nicest Thing, com uma letra fabulosamente simples e poderosamente forte.
Não sei meninas ratas se partilham da minha opinião, mas esta British Girl diz tudo. Quem não pensou já isto, mas sem o conseguir dizer assim? Eu já...


"All I know is that you're so nice,
You're the nicest thing I've seen.
I wish that we could give it a go,
See if we could be something.

I wish I was your favourite girl,
I wish you thought I was the reason you are in the world.
I wish I was your favourite smile,
I wish the way that I dressed was your favourite kind of style.

I wish you couldn't figure me out,
But you always wanna know what I was about.
I wish you'd hold my hand when I was upset,
I wish you'd never forget the look on my face when we first met.

I wish you had a favourite beauty spot that you loved secretly,
'Cos it was on a hidden bit that nobody else could see.
Basically, I wish that you loved me,
I wish that you needed me,
I wish that you knew when I said two sugars, actually I meant three.

I wish that without me your heart would break,
I wish that without me you'd be spending the rest of your nights awake.
I wish that without me you couldn't eat,
I wish I was the last thing on your mind before you went to sleep.

All I know is that you're the nicest thing I've ever seen;
I wish that we could see if we could be something..."


Rata Cheirosa Chanel




Relações na montra


Quando temos um par de calças que nos estão boas e nos são confortáveis, não significa que não olhemos para outras na loja. Acontece que um dia de tanto olharmos para as outras calças nas lojas, eventualmente um dia expeimentamos mesmo umas. Depois deste passo, das duas uma, ou estamos dispostos a pagar o seu elevado preço no momento ou vamos embora e decidimos pensar melhor no assunto. No caso de decidirmos pensar melhor, acontece uma de duas coisas, ou o par de calças novo acaba por nos sair da cabeça, ou pensamos nelas constantemente, vamos à loja e saímos de
lá com elas, pagando o preço do imprevisto das novas e de ter de deixar as que nos estavam boas e confortáveis.

Rata Cheirosa Chanel

28/01/2008

A kiss is still a kiss



Ele passa por ela e diz-lhe:

"Posso pedir-te um beijo ou estou a ser atrevido?"
"Estás a ser atrevido..."
"Mas é só um beijo!"
"Então não peças...dá-me...já! A kiss is just a kiss..."

Por favor! Um Benicio del Toro à temperatura ambiente, para comemorar o primeiro ano de Ratas Cheirosas


ass:Gucci

10/01/2008

Ode às mulheres da minha vida

São muitas, algumas já nem me lembro do nome. As minhas antepassadas perdem-se na linha do tempo e por isso lhes peço desculpa. Beatriz, Ema, Maria, Carolina, Catarina, Joaquina,Piedade...algumas que me lembro, ainda trocámos olheres confidências, ou pelo menos ouvi algumas das suas histórias. Corre em todas elas o sangue lusitano, oriundo de Lisboa, Ribatejo, Minho, Raia de Espanha, e até galego...este aqui mais antigo e ibérico.

Venderam fruta, fizeram contrabando de café, choraram com um filho morto nos braços, entre as águas do rio Minho, nessa altura era proibido comprar café e vendê-lo fora de fronteira. Deixaram os filhos com outros filhos, e viajaram pelas terras com os maridos, vendiam peles e castanha e feijão, e com olhos azuis e verdes, e cabelos negros e ruivos morreram por amor (...se calhar também mataram...de desgosto).


Não casaram, foram mães de filhos de pais que não o queriam ser, casaram por amor e sem ele, casaram para fugir ao trabalho do campo e cuidaram das quintas, da terra, da vinha...até roubaram um marido a Deus, que não resistiu a uma pele branca e cabelos cor de cobre.


Esguias, altas, mas também morenas e roliças, todas elas são exemplos de valentia e prova disso é a mãe, a minha, que por vontade do destino se dedica hoje às artes, para contrariar um desejo que viu impedido quando era ainda miúda.


Aprenderam a costurar, bordar, coser e cerzir, a cozinhar e a cuidar deles, mas vestiram calças, andaram com juntas de bois, arregaçaram as mangas e disseram que não muitas vezes (outras houve...que disseram que sim). Graças a todas e a cada uma delas sou a mulher que sou, e graças a um gene forte ergo a cabeça e orgulho-me em ser mulher.


Choraram, perderam filhos, ou tiraram-nos simplesmente para não faltar mais pão às bocas que já tinham de alimentar. Usaram saia comprida, corpete e mini-saia, mas foram sempre senhoras. Lutaram e lutam ainda hoje por sonhos, passam a mensagem de que a vida é uma passagem, um pequeno legado que vamos deixar, de gene em gene, de sorriso em sorriso, de lágrima em lágrima.


Choraram, sim, muitas vezes, de alegria e outras de tristeza, muitas em silêncio, e outras em solidão, mas sempre acalentando a esperança que o dia depois de amanhã vai ser melhor, com mais um pão para comer, um filho para criar, um companheiro para manter, mas sobretudo para encher de força cada uma das gerações, com o legado do nome que um dia abdicaram por amor.


Duarte, Vasconcelos, Lourenço e Paixão, são alguns dos nomes que deixaram para trás, mas que eu carrego ainda e sempre no meu sangue! Obrigada mães, sem vocês não seria a mulher em que hoje me tornei, e por todas vós hei-de ser...um pouco mais.


Ass : Gucci

26/12/2007

Aretha, canta o RESPECT outra vez...mas bem alto!!!

Ainda me lembro da música da Cindy Lauper "Girls Just wanna have fun", e confesso que sempre que vou a uma festa revivalista onde passe música dos anos 70 e 80, não consigo parar dois minutos, e esta situação aplica-se a qualquer uma das minhas incursões nocturnas pelo bairro alto e arredores.
Confesso não ser fundamentalista, e consigo divertir-me em qualquer ambiente. Ainda me lembro de uma noite passada na sociedade recreativa de Campolide, a ouvir fado vadio, a comer chouriço e a beber sangria, com o "belo róxinoli a cantar u faduu". Confesso-vos que apesar do bigode mal aparado e da falta de dentes do senhor, esta noite teve muito mais nível e status social, que a festa da mangueira, do engate ou pseudo-festa de Natal, "onde quem lá está, quer ver se come qualquer coisa nem que seja o travesti ou o mamarracho de mini-saia...em saldos...melhor em liquidação total..."


Este foi o tipo de festa onde estive, e onde vivi, no passado fim-de-semana, a vergonha de ser rata...e esta é a pura verdade...eu que tenho tanto orgulho na minha raça, e que a defendo com unhas,dentes e tudo o que tiver à mão, senti-me uma espécie de ser híbrido, que não se identifica com nenhuma das espécies circundantes, porque...para se ser respeitado, é preciso dar-se ao respeito!!!




E onde foi? Bom... mea culpa... no BBC...em Lisboa. Eu até já lá tinha estado mais vezes, a música estava numa onda retro, num mix dançável, onde não faltaram greatest hits com a soberba voz de Annie Lenox, dos extintos Euritmics, Duran Duran... enfim o tal som que eu gosto, mas não fosse eu estar a fazer filmes fictícios com um amigo meu, do estilo "quanto tempo achas para aqueles se começarem a comer no sofá?", ou "estas estão com a pita em saldo" ou "esta gaja alta e feia é um homem à caça de um bêbado", a noite tinha sido simplesmente insuportável, tal era o putedo semi nú à espera de pilas voadoras e mangueiras sequiosas à espera de motorratas de Marte... Enfim...a depressão total.





Conclusão, tal rata borralheira descalça, saí do cabaret de baixo nível, eram perto das três da manhã apenas com duas certezas em mente: "a minha cama king size, depois de previamente aquecida com o cobertor térmico herdado da minha querida avó Pi" e "a alegria de nunca mais me arriscar a ser confundida com alguma das espécies que inundavam a noite do BBC no dia 15 de Dezembro de 2007".




RESPECT ... TO GET IT, YOU MUST GIVE IT


Rata Gucci Represent...

12/11/2007

Neste Natal quero receber uma agenda


É verdade, não há mal que sempre dure nem bem que nunca tarde, e como há males que vêm por bem este Natal quero receber uma agenda, e passo a explicar porquê.

Preciso de arranjar explicações mais credíveis para dizer a todos os palhaços que conheci até há bem pouco tempo na minha vida, que tenho a agenda demasiado preenchida para perder tempo com eles.

Não são as mulheres que amam de mais, são os homens que amam de menos e prova disso é que no espaço de 6 dias recebi 5 convites, sendo que apenas dois deles eram para um programa interessante e os outros convites descarados (um deles às 4 da manhã e em formato palhaço bêbado e outro como programa alternativo depois do concerto de Interpol) de típico enrolanço. Conclusão...fui ao cinema...porque a minha agenda estava simplesmente ocupada demais para aturar mais espectáculos de circo.

Obrigada pelo cinema! Existem pessoas que ainda me surpreendem...Palhaços restantes...continuem a fazer acrobacias com a vossa pila...e vejam se a conseguem colocar no esfíncter...Não sou dama de companhia


Rata Cheirosa Gucci